[{"id":1010,"date":"2010-08-13T12:27:01","date_gmt":"2010-08-13T15:27:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.advaita.com.br\/"},"modified":"2017-05-21T23:07:52","modified_gmt":"2017-05-22T02:07:52","slug":"ensinamentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.advaita.com.br\/mooji\/ensinamentos\/","title":{"rendered":"Ensinamentos"},"content":{"rendered":"[Fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o ou “resumo” dos ensinamentos do Mooji \u00e9 sempre um desafio, e o resultado nunca ter\u00e1 o sabor daquilo que acontece realmente nos Satsangs dentro de cada um. Contudo, para apresentar umas linhas gerais sobre os seus “ensinamentos” e “estilo”, bem como familiarizar as pessoas com os conceitos gerais, \u00e9 que experimentalmente escrevemos as linhas que seguem.]\n

Mooji constantemente nos aponta para a Realidade que j\u00e1 est\u00e1 aqui, agora, sempre: n\u00f3s somos o SER perfeito, absoluto, imut\u00e1vel, sem atributos. Para isso utiliza a ferramenta da autoinquiri\u00e7\u00e3o ensinada por Ramana Maharshi e Papaji, sempre desafiando os nossos pr\u00e9-conceitos, apegos, desculpas da mente e condicionamentos, tamb\u00e9m guiando-nos no caminho da autoentrega.<\/p>\n

Sua mensagem \u00e9 muito simples: trata-se de redescobrir a nossa felicidade, paz e liberdade originais, removendo os obst\u00e1culos que existem apenas na nossa mente. Essa \u00e9 a preciosa oportunidade da vida humana; alcan\u00e7ar essa ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma possibilidade aberta a todos, independente de suas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n

“Voc\u00ea n\u00e3o precisa fazer nada para ser o que \u00e9, mas precisa fazer algo para deixar de ser o que n\u00e3o \u00e9.” E esse “algo” n\u00e3o \u00e9 uma gin\u00e1stica espiritual intensa, mas apenas a disponibilidade e disciplina de olhar para dentro e investigar o que \u00e9 o “eu”, o “mim”, sempre que esse fantasma estiver presente.<\/p>\n

Somos apontados a reconhecer que tudo o que \u00e9 percebido, experienciado ou conhecido, \u00e9 algo fenomenal – ou seja, \u00e9 um “objeto”, algo que surge e desaparece. Mooji nos lembra que todos os fen\u00f4menos surgem para um sujeito que os observa, um “eu-mim”. Nesse sentido, podemos dizer que o “eu” \u00e9 o centro do mundo, ou pelo menos do nosso mundo. Quando n\u00e3o investigado, esse sujeito parece ser uma entidade limitada, pessoal, fechada – um ponto localizado no tempo-espa\u00e7o, vivendo em um mundo objetivo exterior. Contudo, olhando-se mais profundamente percebemos que este “eu” \u00e9, na verdade, apenas pensamento, conceito, o “pensamento-eu” (ahamvritti).<\/p>\n

Essa compreens\u00e3o d\u00e1 uma imensa liberdade. Mas n\u00e3o \u00e9 o bastante, porque existe algo que descobre isso. Quem \u00e9 que est\u00e1 consciente do “eu”? Prosseguindo, assim, na investiga\u00e7\u00e3o, descobrimos que a Consci\u00eancia est\u00e1 consciente do eu, e que a Consci\u00eancia \u00e9 este espa\u00e7o impessoal, ilimitado – a presen\u00e7a EU SOU – no qual o “eu” \u00e9 apenas uma inven\u00e7\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o, errando por a\u00ed. O que, ent\u00e3o, n\u00f3s somos? O objeto – o “eu” pessoal que antes julg\u00e1vamos ser o sujeito – ou a Consci\u00eancia que percebe o “eu”? Fica claro, ent\u00e3o, que s\u00f3 podemos ser a Consci\u00eancia, porque estamos conscientes do “eu”, e nenhum objeto \u00e9 consciente de si mesmo.<\/p>\n

Aqui j\u00e1 h\u00e1 paz, alegria e liberdade inimagin\u00e1veis, e muitos caminhos e religi\u00f5es chegam at\u00e9 este ponto. Contudo, Mooji – assim como Ramana Maharshi, Nisargadatta Maharaj e Papaji – nos convida a dar um passo al\u00e9m.<\/p>\n

Quando permanecemos com a aten\u00e7\u00e3o focada mais e mais apenas no EU SOU – isso, segundo o mestre, \u00e9 a forma mais simples de autoinquiri\u00e7\u00e3o – come\u00e7a a ficar claro que mesmo este espa\u00e7o sutil de Consci\u00eancia existe dentro de um espa\u00e7o maior, que o percebe. Sabemos que estamos conscientes, que conhecemos a exist\u00eancia – ent\u00e3o devemos ser Aquilo que est\u00e1 al\u00e9m de tudo – a Pura Consci\u00eancia (Awareness), Realidade, ou Absoluto (Brahman). Aqui a Realiza\u00e7\u00e3o\/Ilumina\u00e7\u00e3o se revela eternamente.<\/p>\n

Assim, a “espinha dorsal” da autoinquiri\u00e7\u00e3o ensinada por Mooji e guiada ativamente em todos os Satsangs \u00e9 o conjunto destas quatro perguntas:<\/p>\n

    \n
  1. Para quem todas as experi\u00eancias, percep\u00e7\u00f5es, conhecimento, e fen\u00f4menos mentais (desejos, pensamentos, sentimentos, etc.) existem?<\/li>\n
  2. Quem ou o que \u00e9 este “eu”?<\/li>\n
  3. Quem ou o que descobre que este “eu” \u00e9 irreal, ilus\u00f3rio, apenas um pensamento?<\/li>\n
  4. O que \u00e9 voc\u00ea que est\u00e1 al\u00e9m da Consci\u00eancia?<\/li>\n<\/ol>\n

    Tudo o que existe existe apenas para um “eu”, para “mim” (1). Este “eu” n\u00e3o \u00e9 concreto; \u00e9 apenas um pensamento, apenas a id\u00e9ia que eu tenho de mim mesmo, minha identidade; n\u00e3o \u00e9 real (2). Eu sou aquele espa\u00e7o impessoal de Consci\u00eancia; eu estou consciente do “eu”, mas n\u00e3o sou uma entidade, uma pessoa (3). Sil\u00eancio (4).<\/p>\n

    Seguindo essas perguntas at\u00f4micas a ilus\u00e3o da pris\u00e3o \u00e9 dissipada, por meio da pura compreens\u00e3o. \u00c9 claro, uma resposta intelectual ou mental a esses questionamentos n\u00e3o ser\u00e1 o suficiente, e pode at\u00e9 produzir arrog\u00e2ncia e egocentrismo. O que se faz necess\u00e1rio \u00e9 olhar repetidamente para as ilus\u00f5es que est\u00e3o arraigadas, \u00e0 luz dessa investiga\u00e7\u00e3o, e “marinar no nosso ver” (como diz Mooji), digerir essa compreens\u00e3o, at\u00e9 que todo o tra\u00e7o de identifica\u00e7\u00e3o se v\u00e1.<\/p>\n

    Outras maneiras que Mooji nos guia no mesmo processo s\u00e3o:<\/p>\n